Idéias ao vento

Anexamos, junto à exposição principal, uma galeria com vídeos de grupos de poprock e punkrock, que lançaram músicas de protesto no período que coincide com a campanha pelas Diretas Já! 

Notamos que, nos anos 80, as críticas sociais, políticas ou econômicas aparecem de forma mais explícita, que na década anterior, quando a censura do governo militar era bastante mais rígida.

Nossa proposta, que inclui uma perspectiva transdisciplinar, convida os professores de outras áreas do conhecimento a incluírem  esse acervo em suas aulas… Quem sabe para trabalhar interpretação de textos ou ainda as figuras de linguagem?

Você saberia identificar a causa que motivou o protesto inscrito na musica? Poderia dizer se o discurso da canção defende a resistência ou o enfrentamento da situação?

Faz diferença o grupo musical pertencer à região Sudeste ou Centro-Oeste do pais? Ou ainda ser do centro ou da periferia de uma grande cidade?

A produção artística e a subversão da ordem social, uma equação a ser resolvida.

Proposta de trabalho

 

Uma vez que a turma de alunos tenha assistido ao vídeo-reportagem, dando inicio à discussão sobre o tema das Diretas Já!, e que tenha, inclusive , aprofundado esse debate, após a leitura dos artigos de jornal, iniciaremos a produção do blog.

Para isso, sugerimos que o professor separe, de antemão, imagens que serão distribuídas para os grupos de alunos, com até seis integrantes. Apostamos preferencialmente nas fotografias e nas charges que registraram o período da campanha.

A idéia aqui é propor que os alunos redijam posts a partir das imagens. Um ou dois parágrafos concisos,  bem argumentados. Acreditamos que, desse modo, eles poderão ativar conhecimentos de várias áreas, como a gramática, ou a literatura, a geografia, por que não?

Seguramente, por ser feito de maneira coletiva, esse trabalho incita a prática da negociação. Será preciso encontrar formas para defender pontos-de-vista, ou um meio de abrir mão, ser for necessário. O jogo é esse: aprender a usar a cuca para fazer a vida (o texto, o projeto) avançar, mas também para saber recuar, diante de uma limitação momentaneamente intransponível.